quinta-feira, 24 de abril de 2014

Núcleo de Estudos de Línguas - NEL




Páscoa da turma do Curso de Francês

                 No dia 23 de abril de 2014, o grupo do curso de francês se reuniu para uma comemoração Pascal.
                     


Foi uma festa bonita, com muita alegria, união e uma saborosa mesa de quitutes.
             
            Parabéns à professora Monique e sua adjunta Dolores pela organização, participação e carinho.




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Aula-show do poeta Marcos Passos.







No dia 1º de abril de 2014 o poeta, Marcos Passos, irmão da professora Cármen Beatriz Passos, veio à Escola Brigadeiro para dar uma aula-show sobre poesia. Ele e a professora Cármen fizeram um passeio pelo fenômeno poético da região do Sertão do Pajeú. Os dois expuseram, através da poesia, toda a riqueza do Sertão.  Mostraram aos alunos que lá não tem só miséria, seca e privação. Exaltaram a “força do pensamento de quem sabe improvisar”, a inspiração do sertanejo diante das dificuldades e também diante da beleza que a chuva para a região.

O belíssimo poema, de Lamartine Passos, define bem o Sertão:

Côco de Roda

Quem foi que disse
Professor de que matéria
Que o sertão só tem miséria
Que só é fome e penar
Que é a paisagem
Da caveira duma vaca
Enfiada numa estaca
Fazendo a fome chorar.

Não pode nunca imaginar
O som que brota
Da cantiga de uma grota
Quando chuva cai por lá
O cheiro verde
Da folha do marmeleiro
E o amanhecer catingueiro
No bico no sabiá.

Tem mulungu do vermelho
Mas vivo e puro
E tem o verde mais seguro
Que tinge os pés de juá
A barriguda mostrando
O branco singelo
E a força do amarelo
Na casca do umbu-cajá.

Criou-se o estigma
Do matuto pé de serra
Que tudo que fala erra
Porque não pôde estudar
Só fala versos matutos, obsoletos
Feitos por analfabetos
Que mal sabem se expressar.

Falam no sul com deboche
Que isso é cultura
De só comer rapadura
Como se fosse manjar
Saibam que aqui
tem abelha de capoeira
E o mel da flor catingueira
É mais doce que o mel de lá.

Temos poesia que exalta
O que é sentimento
E a força do pensamento
De quem sabe improvisar
Tem verso livre
Tem verso parnasiano
E mesmo longe do oceano
Tem galope à beira-mar.

Zefa Tereza me ensinou
Que prum caboclo
Entrar na roda de côco
Tem que saber rebolar
Soltar um verso na roda
Que se balança
E no movimento da dança
Fazer o côco rodar!

 Lamartine Passos

“EBEG IN CONCERT CLASS”


Nos dias 1, 2 e 3 do mês de abril, alunos e professores da EBEG participaram do concerto Aula, apresentado pelo “Quinteto Violado” no Centro Cultural Correios.
O evento foi uma realização do Ministério da Cultura, tendo o apoio e patrocínio dos Correios do Brasil, objetivando valorizar a memória cultural brasileira, em especial pernambucana, como também a democratização do acesso à cultura e o fortalecimento da cidadania e ainda por considerar que a música é uma importante linguagem artística de expressão cultural de um povo.
O Quinteto Violado é um grupo musical voltado para a música regional, com foco nas tradições do Nordeste. Seus integrantes utilizam instrumentos de corda, sopro, teclado e percussão, que com muita harmonia canta e encanta a todos...



















quarta-feira, 26 de março de 2014

Substituição de Professora de Espanhol do NEL

As aulas de espanhol, do Núcleo Estudos de Línguas Estrangeiras (NEL), serão retomadas a partir do dia 31 de abril de 2014.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Aviso do Núcleo de Estudos de Línguas - NEL



As professoras de Inglês e Espanhol estão de licença médica, porém a Escola Brigadeiro Eduardo Gomes já está providenciando substituição. É importante que os interessados acompanhem o processo de substituição.

Cármen Beatriz Passos: poetisa e professora da nossa escola.



Sobre a autora do Livro, FILHA DA POESIA, Cármen Beatriz Passos, Lamartine Passos comenta:

 Nascida em São José do Egito, que se destaca pela cultura poética de sua gente, filha de poetas, sobrinha e aluna da professora Carminha Gomes, que já no ensino fundamental incitava seus alunos à reestruturação de frases, uma nuance técnica de viabilizar rima e métrica, culminando com aulas de versificação.  Graduou-se em letras pela UFPE, onde teve a oportunidade de vislumbrar mestres como Ariano Suassuna e Marcus Aciolly.
        Retorna à sua terra natal, onde iniciou a docência e, adepta do sócio-construtivismo do mestre Paulo Freire, trouxe inovação ao ensino local, reafirmando a importância da poesia não apenas enquanto deleite artístico, mas também como mecanismo de transformação social.
         Fez pós-graduação em língua portuguesa e literatura brasileira. Em sua monografia, Avaliação do Texto Escrito na Escola, constata que ainda é preciso sentir a linguagem escrita dos alunos enquanto indivíduos emocionais; que os textos, geralmente, são avaliados com base estritamente gramatical, sem a observância do que está implícito nas entrelinhas, apesar de acreditar que todos os educadores são capazes de enxergar, pela ótica dos poetas, detalhes da alma, desde que se busque.
        Cármen Beatriz traz a poesia em suas entranhas e, apesar de conhecimento técnico, distancia-se da erudição. Sua poesia fala de seu mundo, de conflitos e conquistas, grita por justiça social, retrata a sua terra. Seus poemas simplesmente amam.
         Realista, vive com frequência a iminência progressiva do fim, o que a leva ao encontro da melancolia, sendo, pois, a saudade quem conduz, na maioria das vezes, a sua carruagem de versos. Noutros momentos, diz que vale a pena viver.
         Em Filha da Poesia, seu primeiro filho literário, apesar de mesclado de décimas e sextilhas, expressa a predileção pelo soneto em decassílabos.
         Eis aqui uma sequência de sentimentos enfeitados com metáforas, rima e métrica. 

Ainda sobre a autora do Livro, FILHA DA POESIA, Cármen Beatriz Passos, Maria Lúcia Gomes Leite Campos comenta:
          No decorrer dos anos 1990, surgia em São José do Egito, a terra da poesia, o sindicato dos trabalhadores em educação, na sua luta incansável por melhores condições de trabalho das escolas.
Uma professora recém-admitida, Cármen Beatriz, subia ao palanque e, com voz firme, mas emocionada, declamava um poema de José Régio, que repete veementemente: “... só sei que não vou por aí...”.
De fato, ela não buscou os mesmos caminhos, comuns, dos pobres mortais: ela trilhou as estradas da poesia, que não pode ser percorrida por aqueles que julgam que “a vida é só isso que se vê”...
Educadora devotada, seguidora dos ensinamentos do grande Paulo Freire, entendeu logo que “vivendo, se aprende; mas, o que se aprende mais é só a fazer as maiores perguntas”.
Ela poderia ter escolhido qualquer outra profissão. Mas, que outro trabalho lhe daria a oportunidade de conduzir as pessoas para a libertação, através do conhecimento e da arte poética? Suas aulas, com a presença da música, do teatro e da poesia encaminharam jovens marginalizados.
Como poetisa, carrega n’alma um pouco de todos os movimentos literários: do Barroco, a certeza da efemeridade da vida; do Arcadismo, o amor pela natureza; do Romantismo, a profunda subjetividade; do Realismo, a ironia sutil; do simbolismo, a musicalidade dos versos; do pré-modernismo, mistura de estilo; do Modernismo, o intimismo e a espiritualidade de Cecília Meireles na sua insatisfação entre o efêmero e o eterno.
Neste seu primeiro livro de poesias ela despeja toda sua emoção, criatividade e, como não poderia deixar de ser, a sua realidade, o seu desencanto diante das injustiças sociais.
Resta-me agradecer à prima, amiga, irmã, poetisa Cármen Beatriz, pelo prazer indescritível de apresentar não apenas o livro, mas a autora dessa maravilhosa coleção de poemas que tão bem ilustra e honra a nossa terra e a nossa gente. Eu, mais que ninguém, pude acompanhar de perto a inspiração criadora que gerou tanta beleza e harmonia em defesa dos direitos da pessoa humana.
Creio que os versos que melhor retratam a sua existência são os de Cecília Meireles:
          “Eu canto porque o instante existe
           E a minha vida está completa
           Não sou alegre nem sou triste;
           Sou poeta...”
 
Alguns Sonetos do Livro: FILHA DA POESIA

PROCURA-SE DEUS

São em vão os caminhos palmilhados
Por quem faz nesse mundo violência.
Quantas guerras, humanos humilhados
Por pessoas de grande prepotência!

Buscam Deus nos lugares mais errados,
Onde reina a injustiça, a incoerência,
Onde a paz e o amor são enterrados,
Onde impera o cinismo, a indecência.

Rezam aos céus pra pedir dinheiro e fama...
A grandeza da alma é esquecida,
A moral e a bondade vão pra lama.

Quando alguém por justiça ainda clama,
Viram as costas, desprezam a voz sofrida,
Mas é lá que cintila a santa chama.

Cármen Beatriz Passos

 EDUCAR  PARA SER

Solidário, fraterno, cidadão,
Mais leal, mais honesto, responsável;
Corajoso na busca da união,
Sendo um ser tão brilhante, quanto amável.

Ser alguém que despreza a falsidade;
Que não cala diante da opressão,
Que a enfrenta, com fé, serenidade,
Pra vencer todo o mal da repressão.

Educar pra não ter valores vãos,
Pra se ver nesse mundo mais sentido,
Onde todos se sintam mais irmãos...

Nesse empenho onde todos dão-se as mãos,
No futuro o saber será colhido
Por pessoas de mente e corpo sãos.

Cármen Beatriz Passos




Projeto interdisciplinar - Música na Escola



 Yara Barros Lins Novais


justificativa
Com base em pesquisas acredita-se,  que as crianças que desenvolvem algum trabalho com a música apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar. A valorização do contato da criança com a música já existe há tempos, Platão dizia que “a música é o instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. Hoje, essa visão de Platão é compreensível visto que sabe-se que a música treina o cérebro para formas relevantes de raciocínio.

Neste sentido, o projeto “Música na Escola” visa proporcionar conhecimento da Arte Musical como relevante instrumento educacional, descobrir talentos, melhorar o desenvolvimento do processo ensino aprendizagem nas várias áreas do conhecimento, reduzir a vulnerabilidade social dos participantes, envolvendo-os nessa área e transformando-os como multiplicadores de uma das mais belas artes que é a música.